Visurb

Grupo de Estudos Visuais e Urbanos da Unifesp

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Ana Lídia de Oliveira Aguiar (lattes)
e-mail: analidiaaguiar@gmail.com

Entre o Comércio Informal e as Margens do Ilegal: Práticas de Trabalho na Rua 25 de Março.

Resumo: A Rua 25 de Março, na cidade de São Paulo, pode ser compreendida a partir do entrecruzamento de diversos trabalhos e mercados formais, informais e ilegais presentes no cotidiano. Nessa Rua circulam mercadorias e atores compondo uma extensa e complexa rede comercial que precisam assumir distintos modos de se organizarem e lidarem com as várias situações enfrentadas no espaço urbano. As múltiplas formas de trabalho apresentadas na rua estão inscritas no campo de uma economia dita informal, mas que muitas vezes também se utilizam de práticas ilegais para aquisição e vendas de mercadorias.  É neste cenário de informalidades e, muitas vezes, de ilegalidades que os trabalhadores enfrentam situações de conflito no desempenho do trabalho, fazendo com que atuem por meio de táticas e astúcias diante dos diversos atores e principalmente na relação com Estado. Desse modo, estabelecem sociabilidades e criam estratégias criativas para trabalhar diante da intensa fiscalização.  Desenvolvem-se processos identitários e de produção e percepção das diferenças por parte dos trabalhadores da rua que se configuram diante das intersecções e tensões entre eles, e na relação com os mercados formais e ilegais e com o Estado. 

Fernanda Oliveira Silva (lattes)
e-mail: fernandaoliveira.sociais@gmail.com

Dissertação: O cinema indigenizado de Divino Tserewahú (http://www.humanas.unifesp.br/ciencias_sociais/dissertacao-fernanda-oliveira-silva-1)


Resumo: Esta pesquisa se caracteriza como um estudo acerca do conceito de “cultura” presente na narrativa fílmica construída pelo cineasta indígena Divino Tserewahú em seus sete filmes, todos produzidos pela organização não governamental Vídeo nas Aldeias. Desenvolvo inicialmente uma contextualização histórica acerca do processo de apropriação do conhecimento tecnológico por povos indígenas no Brasil, o que possibilitou a construção e a apresentação de seus discursos por meio do cinema; além de situar, dentro e fora do país, algumas importantes experiências com a utilização do aparato cinematográfico por povos nativos. Ainda apresento uma discussão a respeito do conceito de “cultura” na antropologia e suas diferentes implicações e como esta ideia é apropriada pelos indígenas, tornando-se cultura com aspas. Em seguida, construo um percurso do trabalho de Divino Tserewahú e apresento alguns momentos etnográficos vivenciados junto a este cineasta, além de relacionar os seus filmes ao conceito de “cinema menor”. A abordagem final da pesquisa consiste em uma etnografia fílmica que privilegia os filmes sobre ritual Xavante, nos quais destaco o ritual como sendo o principal marcador do conceito de “cultura Xavante”. A discussão é finalizada com a problematização do que denomino “cinema indigenizado”. 

Publicações:
SILVA, F. O.. A perspectiva da cultura Xavante nos filmes de Divino Tserewahú. In: Ariane Daniela Cole; José da Silva Ribeiro. (Org.). Antropologia, Arte e Sociedade. 01ed.São Paulo: Altamira Editorial, 2012, v. 01, p. 496-506.
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SILVA, F. O.. São Paulo Cidade Azul: Ensaios sobre as imagens da cidade no cinema paulista dos anos 1980 (autora: Andréa Brabosa). São Paulo: Alameda, 2012 (Resenha de livro).




Joice Oliveira (lattes)
e-mail: joiceop@gmail.com

O Olhar Masculino como Formador da Representação da Mulher no Cinema: o caso do filme noir.

Resumo: Por meio da análise dos filmes Gilda (1946), Os Assassinos (1950 - The Killers) e Mortalmente Perigosa (1950 - Gun Crazyou Deadly is the Female), identifiquei e discuti a maneira como a figura da mulher foi construída no cinema das décadas de 1940-1950.Tais análises foram articuladas com o contexto social da época. A hipótese é de que embora o filme noir (gênero no qual os três filmes acima podem ser encaixados) aparente ser libertário para a representação da mulher, ele também traz uma série de contradições que levam a um olhar conservador, pois as personagens femininas eram vistas no interior de uma ordem masculina que as posicionava mais como um objeto do que como um sujeito.

Juliane Domingos Yamanaka (lattes)
e-mail: julidyama@yahoo.com.br

Paradigmas do envelhecer e cinema nacional: imagens da velhice construídas em Copacabana e Chega de Saudade.

Resumo: A pesquisa buscou analisar a construção da ideia de velhice em dois filmes nacionais: Copacabana (2001) e Chega de Saudade (2008), para então, trazer à tona imagens do envelhecimento que possam dialogar com alguns dos diferentes discursos vinculados à terceira idade na contemporaneidade. Os debates sobre a velhice vêm adquirindo maiores proporções desde a década de setenta, em que gerontólogos que compõem esse referido cenário tinham como função elucidar os muitos problemas relacionados ao envelhecer. Contudo, com a reconfiguração da imagem da velhice, na atualidade, trouxe consigo muitos aspectos que merecem ser discutidos, como a própria homogeneização do envelhecer.  


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